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Não sei

domingo, 26 de abril de 2015


Não sei quem é, nem de onde vem
mas sei; sei da marca na retina
dos meus olhos, da luz que retém
como desenho que se destina:
de mim, a fazer parte;
de ti, a admirar-te;
de nós, a questionar-se
e do futuro a desapegar-se,
livre como o cintilar errante: 
dos seus olhos de liberdade;
dos seus lábios de amante,
de ingénua e pura felicidade.

Não sei porquê, nem de onde vem
essa atracção de zero a cem.
esse sonho de liberdade partilhada
essa vontade de me fazer à estrada.
Esse alguém.

Não sei, nem quero saber, do porquê
ou para o quê, da lógica ou da razão
Que se destrua toda essa minha construção!
E que só ali, sobre o que não se vê
nesse alguém
que não sabendo, eu conheço
que não conheçendo, eu abraço
que não abraçando, eu amo.
que eu amo como a minha existência.